Sub-Relatoria de Fundos de Pensão cancela depoimentos

22/02/2006 - 11:51  

A Sub-Relatoria de Fundos de Pensão da CPMI dos Correios encerrou reunião iniciada há pouco sem ouvir os depoimentos previstos para hoje, dos representantes da corretora Brasil Central, Cláudio Roberto Seabra de Almeida, e da corretora Cruzeiro do Sul, Luís Felipe Índio da Costa, Luís Octávio Azevedo Lopes e Luiz Fernando Pinheiro Guimarães de Carvalho. O sub-relator, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), informou ter recebido comunicado do advogado de Seabra de Almeida alegando que ele está em viagem ao exterior e só poderá comparecer à CPMI no dia 15 de março.
O deputado disse ter advertido o advogado de que seu cliente não foi convidado, mas sim convocado para depor, e que já havia informado o encerramento dos trabalhos da sub-relatoria no dia 13 de março. Por isso, ele remarcou o depoimento de Seabra para o dia 8, quando pretende ouvir os outros depoentes previstos para hoje. Eles também enviaram ofício alegando compromissos inadiáveis e solicitando nova vinda no dia 12.
"Não é o investigado que marca o encontro. Assim não dá, pois as passagens haviam sido emitidas e as reservas nos hotéis foram feitas", reclamou Magalhães Neto. Por isso, ele declarou que pedirá à Polícia Federal garantias para o depoimento de todos no dia 8.

Funaro
O sub-relator afirmou ainda ter recebido comunicado do representante da corretora Stocklos, Lúcio Funaro, justificando sua ausência no depoimento marcado para a última segunda-feira (20). Ele deve comparecer à CPMI no dia 7 de março.

Ideli Salvatti
Antes de encerrar a reunião, Antonio Carlos Magalhães Neto refutou estudo da Secretaria de Previdência Complementar apresentado ontem pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC), mostrando que não foram apenas os nove fundos de pensão de estatais que aumentaram seus investimentos no Banco Rural e no BMG, em 2004. Segundo o documento, os fundos de pensão de empresas estaduais foram os que mais aplicaram, em 2004, nos dois bancos. Em seguida, vêm os fundos de pensão de empresas privadas e, por último, os fundos de estatais.
O deputado informou que o documento será analisado pela assessoria técnica da comissão, mas que de antemão já foram identificadas inconsistências, como a comparação de patrimônios muito diferentes. "É uma tentativa diversionista da senadora, preparada com a conivência da Secretaria de Previdência Complementar", avaliou.

Reportagem - Cid Queiroz
Edição - Malena Rehbein

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