Ex-diretor nega que fundos tenham ajudado banco Santos

14/02/2006 - 16:17  

O ex-diretor da Santos Asset Management (empresa controlada pelo banco Santos), Carlos Guerra, disse em depoimento na Sub-Relatoria de Fundos de Pensão da CPMI dos Correios, encerrado há pouco, que não acredita que os fundos tenham trabalhado para tentar salvar o banco, que sofreu intervenção federal em 2004.
Naquele ano, segundo dados levantados pela CPMI, os investimentos dos fundos de pensão em CDBs do Santos chegaram a R$ 304,6 milhões, mais que o triplo do valor investido em 2003.
Para o sub-relator, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), há indícios de que essas operações foram feitas a mando do governo federal para tentar salvar a instituição financeira.
Carlos Guerra também rebateu afirmação feita por dirigentes de fundos de pensão na sub-relatoria. Eles transferiram à Santos Asset Management a responsabilidade pela má gestão de investimentos dos fundos. "Nenhum fundo de pensão teve performance inadequada quando esteve conosco", disse.

Em seguida, serão ouvidos os donos da Quality, David Jesus e Marcos César. A empresa realizou investimento para fundos de pensão, como a Prece. A reunião ocorre na sala 7 da Ala Alexandre Costa, no Senado.

Reportagem - Janary Júnior
Edição - Maria Clarice Dias

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