Para executivo do BB, Coaf faz trabalho independente
13/02/2006 - 17:16
O gerente-geral da Unidade de Gestão e Segurança (UGS) do Banco do Brasil, Edson Araújo Lobo, discordou do sub-relator de Normas de Combate à Corrupção da CPMI dos Correios, deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RJ), de que o vínculo do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com o Ministério da Fazenda seria a causa das dificuldades de fiscalização e combate à lavagem de dinheiro no País. Lobo participou de encontro da sub-relatoria, que terminou há pouco.
"O Coaf é um apêndice do ministro da Fazenda. Deveria ter autonomia para adquirir maior capacidade de detectar irregularidades no mercado financeiro", afirmou Lorenzoni.
"Não vejo que esse seja o calo, porque o Coaf já faz um trabalho independente", disse Lobo. O órgão, segundo ele, "merece ser mais encorpado, ter uma estrutura maior, com mais funcionários, além de melhorar sua integração com o Ministério Público e a Justiça".
Agenda
A reunião da sub-relatoria terminou há pouco. Para amanhã, às 10 horas, está programada reunião com o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Marcelo Fernandez Trindade. Às 11 horas, será ouvido o diretor-superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), João Marcelo Máximo dos Santos. Para as 14 horas, está previsto encontro com o procurador-geral da Fazenda Nacional, Manoel do Rego Brandão.
Os três participarão como convidados. Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição - Sandra Crespo
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
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