Corretora culpa gestores por prejuízos da Prece e Sistel

30/01/2006 - 17:23  

O presidente da Corretora Laeta, Cezar Sassoun, atribuiu aos gestores e administradores dos fundos de pensão Prece (da companhia estadual de saneamento do Rio - Cedae) e Sistel (trabalhadores em telecomunicações) o grande volume de prejuízo nas negociações na Bolsa de Mercadorias e Futuros, especialmente entre 2002 e 2004. Ele presta depoimento neste instante na Sub-Relatoria de Fundos de Pensão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios.
Cezar Sassoun explicou que a Laeta participou das operações da Prece e da Sistel como corretora e não tomou decisões sobre a hora de comprar ou vender ações no mercado. "Não posso discutir as ordens, mesmo se achá-las catastróficas", justificou.

Prejuízo acima da média
Levantamento feito pelo sub-relator, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), demonstrou que, nesse período, alguns investimentos dos fundos de pensão tiveram prejuízo acima da média de mercado.
Já no fim do primeiro dia de operação no mercado de derivativos (de contratos financeiros cujo rendimento varia em função de preços nos mercados à vista e futuro), os valores negociados para a Sistel tiveram 88% de ajuste para menos, enquanto os da Prece apresentaram 73%. Nessas mesmas ocasiões, quando a Laeta negociava com o mercado e não a partir de ordens dos fundos, o ajuste de operação era de 50% para mais ou para menos, resultando em lucro ou prejuízo, o que segue o padrão do mercado.

Sem respostas
Isaac Sassoun, que também está presente na reunião, disse ser apenas um diretor estatutário da Corretora Laeta e não responde a perguntas da CPMI.

O depoimento de Cezar Sassoun continua na sala 6 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado.

Reportagem - Maria Clarice Dias
Edição - Francisco Brandão

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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