Polícia Federal vai autuar flagrante de prisão de advogado

17/01/2006 - 19:26  

O senador Romeu Tuma (PFL-SP) explicou há pouco que o advogado Marcus Valerius Pinto Pinheiro de Macedo, que teve a prisão decretada há pouco por desacato em depoimento na CPMI dos Correios, foi levado pela Polícia do Senado à Sede da Polícia Federal. Na PF, será lavrado o auto de flagrante e atribuída a prisão. Trata-se da primeira prisão da CPMI. O crime decorre em pena de seis meses a dois anos de detenção, mas Marcus Valerius pode ser solto ainda hoje com o pagamento de fiança.
Na opinião de Tuma, a prisão foi absolutamente necessária. "Isso servirá de alerta para os próximos depoentes. Não se pode confundir serenidade na condução dos trabalhos com fraqueza."

Quebra de sigilos
O pedido de prisão, feito pelo deputado Geraldo Thadeu (PPS-MG), foi lido pelo sub-relator de Contratos da CPMI, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP). Ao inquirir o depoente, Geraldo Thadeu sugeriu quebrar o sigilo bancário, fiscal e telefônico da família dele. Marcus Valerius respondeu com ironia: "E da mãe?" O parlamentar julgou a resposta ofensiva, o que justificaria a prisão em flagrante por desacato.

Sem resposta
Marcus Valerius, que trabalhou para a empresa aérea Skymaster, acusada de irregularidades em licitação do correio aéreo noturno, também não quis responder aos parlamentares o destino de R$ 1,036 milhão sacado em espécie das contas da firma, entre fevereiro de 2000 e julho de 2001. A CPMI suspeita que a quantia tenha sido utilizada para pagamento de propinas nos Correios.

Conheça as suspeitas sobre a Skymaster

Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Francisco Brandão

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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