Ex-dirigente do Rural admite pouca investigação de cliente

08/12/2005 - 16:00  

Em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, o ex-superintendente do Banco Rural Carlos Godinho, responsável pela análise da movimentação financeira dos clientes, reconheceu que a instituição fazia poucas indicações ao Banco Central sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. Ele lembrou que o BC chegou a questionar o Rural por causa do baixo número de relatos desse tipo.
Godinho lembrou ao sub-relator de Movimentação Financeira, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), que pelo menos três clientes por mês eram denunciados ao Banco Central por suspeita de lavagem de dinheiro. O número foi considerado baixo pelo BC.
O ex-superintendente sugeriu que a CPMI pegue no Banco Rural os relatórios em que diretores justificavam as transações de clientes com suspeita desse crime.

Desmentido
O deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) revelou que um funcionário do Banco Rural, Arnaldo Vieira, procurou Fruet para dizer que Godinho estava disposto a desmentir sua denúncia de fraude nos empréstimos concedidos pelo Banco Rural ao empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e ao PT. Godinho desmentiu o fato. O ex-superintendente disse conhecer Arnaldo Vieira apenas profissionalmente, e destacou que o ex-colega não tinha autorização para falar em seu nome.

O depoimento continua na sala 2 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado.

Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Francisco Brandão

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