Ministro cobra ação dos municípios contra gripe do frango
08/12/2005 - 13:47
O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, cobrou dos municípios a definição de um responsável pelas informações epidemiológicas da região para que a prevenção contra a gripe do frango seja mais eficaz. Em audiência pública encerrada há pouco na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, o ministro afirmou que o plano brasileiro de preparação para a pandemia de gripe chegue aos municípios. "Se não chegar, se não envolvermos as unidades de fronteira da Amazônia, vai ficar uma lacuna", definiu.
Para o ministro, a vulnerabilidade à doença não deve ser relacionada exclusivamente aos recursos disponíveis para seu controle. Ele lembrou o caso da pneumonia asiática (Sars), que afetou exatamente o Canadá e os Estados Unidos, os dois países mais ricos das Américas. Nesse caso, destacou Saraiva Felipe, foram preponderantes outras vulnerabilidades, como a situação climática dos países.
Aftosa Reportagem - Luciana Mariz
A declaração do ministro foi uma referência à critica feita pelo deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO), um dos autores do requerimento para a realização da audiência. Caiado afirmou que o Ministério da Agricultura investiu apenas R$ 1 milhão de seu orçamento no o controle sanitário de aves, montante que poderá chegar aos R$ 5 milhões até o fim do ano. O deputado goiano atribuiu os novos casos de febre aftosa no País à negligência do governo no controle epidemiológico.
Saraiva Felipe disse que a primeira reivindicação do grupo interministerial encarregado de executar o plano brasileiro de preparação para a pandemia de gripe foi de investimento do governo na prevenção dessas doenças, pois, na sua opinião, a febre aftosa "acedeu a luz vermelha" no setor.
Questionado sobre as possibilidades de o Brasil vir a apresentar casos da gripe do frango, o ministro afirmou que ninguém pode responder objetivamente à questão. Segundo ele, também não se pode antecipar a produção de uma vacina porque uma eventual alteração genética do vírus, que permita a transmissão entre pessoas, obrigaria ao desenvolvimento de um novo medicamento.
Edição - Rodrigo Bittar
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
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