Senado anuncia que CPMI dos Correios será prorrogada
11/11/2005 - 11:36
O secretário-geral da Mesa do Senado, Raimundo Carreiro da Silva, afirmou há pouco que o funcionamento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios foi prorrogado até abril de 2006. A princípio, a comissão encerraria seus trabalhos no dia 11 de dezembro.
Hoje de manhã, na conferência da retirada de assinaturas do requerimento de prorrogação, confirmou-se que permanecem 171 assinaturas de deputados e 35 de senadores. Eram necessárias exatamente 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores, o correspondente a um terço de cada Casa.
Na manhã de ontem, quando o requerimento foi lido em sessão do Congresso, a contagem oficial apontava 218 assinaturas de deputados e 35 de senadores. No entanto, antes da meia-noite, 67 deputados teriam recuado, conforme contagem preliminar feita à noite, o que teria levado o total de assinaturas a cair para 170, uma a menos do que o necessário.
Conferência
Depois de um trabalho de conferência de assinaturas realizado durante duas horas por funcionários da Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, nesta manhã, constatou-se que foram retiradas 66 assinaturas de deputados. No Senado, foram mantidas as 35.
A Secretaria-Geral da Mesa da Câmara realizou a conferência a pedido da Mesa do Senado. O secretário-geral da Câmara, Mozart Vianna, explicou que os funcionários da Secretaria-Geral fizeram esse trabalho a partir de um livro em que se encontram três modelos de assinatura de cada deputado.
Isenção Reportagem - Mônica Montenegro e Geórgia Moraes
O deputado Alberto Fraga (PFL-DF) acompanhou o trabalho da Secretaria-Geral. Fraga disse que o líder do PFL, deputado Rodrigo Maia (RJ), pediu a ele que ficasse atento para evitar qualquer tipo de pressão de parlamentares do governo e assegurar a isenção do processo de conferência das assinaturas, para que apenas os funcionários da Secretaria-Geral fizessem o trabalho.
O deputado criticou a atitude de parlamentares que retiraram as assinaturas. "Eles passam a impressão de maracutaia e negociata com o governo. Não fica bem para o Parlamento, é um constrangimento", afirmou. Ele disse ainda que, quando o governo adota uma postura dessas, de convencer deputados a retirar suas assinaturas, mostra que tem o que temer.
Edição - Marcos Rossi
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