Avestruz Master paralisou atividades no dia 4
10/11/2005 - 09:45
A empresa Avestruz Master paralisou suas atividades no último dia 4, prometendo aos investidores que retomaria suas atividades. Milhares de investidores enfrentam a perspectiva de perder milhões de reais aplicados em avestruzes. Temendo o calote, alguns deles chegaram a invadir fazendas da empresa para levar avestruzes.
A Justiça Federal de Goiás expediu na terça-feira (8) mandados de prisão de pelo menos oito dirigentes do grupo Avestruz Master.
Desde abril deste ano, a Polícia Federal investiga a empresa, cujos dirigentes eram suspeitos de três crimes: evasão de divisas, sonegação fiscal e crime contra o sistema financeiro nacional. Após os rumores acerca da possível falência da empresa, surgidos no último dia 4, a PF passou a investigar outros quatro crimes: lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, crime contra o consumidor e crime contra a economia popular.
Bens
O Ministério Público de Goiás, em caráter preventivo, solicitou ao Judiciário o arresto, seqüestro e busca e apreensão de bens, além da indisponibilidade de bens imóveis e bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras das empresas e dos sócios. A medida foi deferida no domingo e cumprida na terça-feira (8).
Foram seqüestradas seis fazendas, das quais cinco estão localizadas em Bela Vista de Goiás e uma em Senador Canedo. Na relação de bens da família constam 35 carros e oito motos. Dos veículos apreendidos, sete (todos de luxo) e uma moto Harley-Davidson estão na sede da Polícia Federal em Goiânia. Entre os carros estão um Hummer, avaliado em R$ 1,5 milhão, uma Ferrari, uma Mercedes Classe A, dois Cadilacs, entre eles um Fleetwood (rabo de peixe, ano 1960) e um Mini Cooper conversível. A PF ainda está à procura de outros modelos. A Justiça Federal informa que efetuou seqüestro de bens, mas que a ação ainda não foi formalizada devido à dificuldade de se encontrar fiéis depositários.
Atraso de pagamento Da Redação/WS
Os problemas da empresa Avestruz Máster começaram no último dia 1º, quando a empresa atrasou o pagamento de fornecedores e passou a ser vítima de fortes boatos, que creditavam o atraso a um iminente anúncio de falência por parte da empresa.
Em nota à imprensa, a empresa negou os problemas e atribuiu os atrasos a falhas na integração de sistemas entre as empresas do Grupo e o frigorífico e abatedouro Struthio Gold. As falhas teriam dificultado a venda de aves, acarretando transtornos financeiros e, conseqüentemente, a devolução de diversos cheques da empresa.
Apesar de alegar ter entrado em contato com seus fornecedores para explicar o ocorrido, em nota, a desconfiança por parte de clientes e parceiros aumentou, e a sede da empresa acabou cercada por aproximadamente 400 pessoais que procuravam esclarecimentos. O tumulto exigiu o envolvimento da polícia e forçou que o Ministério Público, a Polícia Federal e o Procon de Goiás se reunissem para tentar propor uma medida judicial.
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
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