Deputado diz que repasses apontam para semanão
27/10/2005 - 13:54
O deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) declarou na reunião da CPMI da Compra de Votos que talvez não tenha havido um “mensalão”, mas sim um “semanão". Ele contestou a afirmação do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de que não houve "mensalão" porque não haveria periodicidade mensal nos repasses de recursos pelo empresário Marcos Valério. Para isso, Redecker apresentou levantamento que fez com base na quebra de sigilo bancário da empresa Guaranhuns, que recebeu dinheiro da agência SMPB por intermédio de cheques e transferências destinados a vários bancos.
De acordo com o deputado, os valores somavam R$ 500 mil por semana nos primeiros meses, em 2003, e em 2004 passaram a somar R$ 300 mil por semana. O deputado detectou esses depósitos semanais num período de 18 meses.
Sacadores
O deputado João Correia (PMDB-AC) perguntou a Simone Vasconcelos por que os maiores saques de conta da SMPB não estão acompanhados de faxes que, em outros casos, identificam os beneficiários dos recursos. A diretora respondeu que, quando ela mesma fazia os saques e entregava pessoalmente ao beneficiário que não queria ser identificado, não era necessário passar a informação ao Banco Rural.
A acareação de oito pessoas envolvidas no suposto esquema do "mensalão" está sendo realizada na sala 19 da ala Alexandre Costa, no Senado. Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Marcos Rossi
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