Sub-relator pede provas de que obras em SC foram regulares
20/10/2005 - 16:52
O sub-relator de Contratos da CPMI dos Correios, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), avaliou que a tese do representante da construtora Espaço Aberto, Paulo Ney Almeida, de que o dinheiro da revisão do contrato com a estatal é para custear as despesas de reativação da obra, é plausível. O deputado assinalou, no entanto, que o construtor precisa apresentar as provas de que não houve corrupção no contrato com os Correios para construir a sede da estatal em Santa Catarina.
O parlamentar destacou que o prejuízo dos Correios chegou a quase R$ 7 milhões com a repactuação do contrato. "Ele precisa convencer mostrando que a repactuação era para justificar o equilíbrio econômico e financeiro da empresa."
Corrupção nos Correios
Cardozo enfatizou que não há dúvidas de que houve corrupção nos Correios com esquema de arrecadação ilícita, mas não se sabe se houve ligações com o esquema do empresário Marcos Valério de Souza, apontado como o operador do esquema conhecido como “mensalão”. "Porque não há até agora indícios de ligação entre a arrecadação ilícita e o valerioduto".
O sub-relator assinalou ainda que o esquema já funcionava em governos anteriores. Cardozo reafirmou que, na semana que vem, fará uma exposição preliminar das irregularidades já constatadas pela sub-relatoria.
Outro depoimento Reportagem - Cassiana Tormin
Já começou o depoimento do ex-presidente dos Correios Hassan Gebrim. A reunião é na sala 7 da ala Senador Alexandre Costa, no Senado.
Edição - Regina Céli Assumpção
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