Policial nega envolvimento com tráfico de armas no Rio

20/10/2005 - 13:39  

O policial civil Hélio Scielzo Brunet classificou como precipitadas as investigações que resultaram na sua prisão por envolvimento com o tráfico de armas no Rio de Janeiro. Ele ressaltou ter ingressado há 43 anos na Polícia Civil do estado e lembrou que há 15 anos atuava na Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos da instituição.
Brunet era o responsável pela divisão, mas afirmou que não tinha controle do armamento após a saída do material. "É uma injustiça o que estão fazendo comigo", disse, ao depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas.
O policial reconheceu, contudo, que existiam diversas denúncias de desvio de armas e munições em seu departamento. Ele citou um caso no qual a Justiça solicitou a localização de uma arma que estava sob responsabilidade da divisão (serviço de acautelamento), mas essa arma não foi encontrada.

Sem ligação
Brunet afirmou que não conhece o comerciante Nery Homero Rossi, que também foi preso por envolvimento com tráfico de armas. Ele disse ainda desconhecer o indivíduo identificado como Coroa, que seria distribuidor das armas desviadas.

Convocação
A CPI aprovou requerimento que convoca a depor Marcelo Fetter, preso com seu irmão Vitor Fetter por envolvimento com uma quadrilha investigada por tráfico internacional de armas. O grupo foi localizado durante a Operação Serra-Luz-Noia, desencadeada no Rio Grande do Sul.

A reunião da comissão ocorre no plenário 15 e passou a ser reservada.

Reportagem - Lucélia Cristina
Edição - Pierre Triboli

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