Software livre incentiva pirataria, diz consultor

29/09/2005 - 13:17  

Dados apresentados pelo representante da consultoria CompTia na América Latina, Gilberto Galan, na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática demonstram que 90% dos computadores vendidos em países emergentes sob programas que utilizam softwares livres acabam por utilizar softwares piratas em substituição. Galan participa de audiência pública sobre o andamento do Programa Cidadão Conectado, do governo federal.
A CompTia é uma organização que atua em 103 países e tem 20 mil empresas associadas, segundo Galan. Entre seus clientes, estão as algumas das maiores empresas de computação do mundo, como a Sun, a IBM, a HP e a Microsoft. Apesar desse perfil, Galan defendeu a "neutralidade tecnológica", que permitiria à população escolher entre softwares livres, proprietários ou híbridos.

Desafio
Em resposta a essa preocupação, o diretor do Serpro presente na audiência, Sérgio Rosa, disse que os incentivos são para todas as empresas, mas que o governo fez uma aposta no software livre nos programas que ele próprio irá financiar. Rosa fez ainda um "desafio" às empresas para que elas demostrem a diferença entre softwares livres e os proprietários a uma pessoa que nunca utilizou computador. "A tela do computador é idêntica, e os softwares têm as mesmas funções".
O deputado Walter Pinheiro (PT-BA), integrante da Frente Parlamentar do Software Livre, disse que 79% da população brasileira nunca usou computadores e 89% não tem acesso à internet. "Quando falamos sobre qual software usar no Brasil, tanto os softwares livres quanto os proprietários são desconhecidos pela população de baixa renda", destacou. A audiência pública foi encerrada em seguida.

Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Rodrigo Bittar

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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