Confira o perfil de Aldo Rebelo

28/09/2005 - 21:31  

O novo presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), é jornalista, tem 49 anos e começou na política como líder estudantil, nos anos 70. Naquela época, ele fazia oposição ao regime militar e já era integrante do Partido Comunista do Brasil, que estava na clandestinidade.
Os primeiros contatos com o PCdoB aconteceram na Universidade Federal de Alagoas, onde Aldo cursava Direito. De 1979 a 1981, ele pertenceu à diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE), primeiro como secretário-geral e depois como presidente. Aldo não chegou a se formar em Direito, mas se tornou, mais tarde, um jornalista ativo na luta pela liberdade de imprensa.

Militância estudantil
Ao final de seu mandato no comando da UNE, o alagoano de Viçosa radicou-se em São Paulo, com a missão de organizar a União da Juventude Socialista. Logo em seguida, em 1982, nas eleições para deputado federal, como o PCdoB continuava sendo clandestino, Aldo resolveu se candidatar pelo PMDB, que era o partido de oposição à ditadura e abrigava políticos de várias tendências de esquerda.
Ele não venceu aquela primeira batalha eleitoral, mas seguiu na militância de esquerda. Em 1984, participou ativamente da campanha pelas Diretas Já e, cinco anos depois, foi eleito vereador em São Paulo, pelo PCdoB.

Atuação parlamentar
A partir de 1991, Aldo ganhou projeção política e conquistou quatro mandatos seguidos como deputado federal, sempre pela legenda comunista, da qual chegou a ser vice-presidente nacional, em 2001.
Como parlamentar, um dos seus projetos mais conhecidos é o PL 1676/99, que tem o objetivo de preservar a Língua Portuguesa e combater o uso de estrangeirismos no Brasil. Na Câmara, Aldo se destacou também como presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o relacionamento entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Nike, empresa de materiais esportivos.
Considerado pelos colegas como um político gentil e atencioso, Aldo foi vice-líder e líder do PCdoB e também líder do governo na atual legislatura.

Perfil conciliador
Em janeiro de 2004, licenciou-se do mandato para ser ministro da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais do Governo Lula. Ele foi escolhido para esse cargo não apenas por ser aliado do presidente Lula, mas também por ter bom trânsito entre parlamentares de todos os partidos. A volta à Câmara aconteceu no dia 20 de julho de 2005.
Durante a campanha pela Presidência da Casa, Aldo prometeu lutar pela independência do Legislativo e pela conciliação entre as correntes políticas. Ele teve o apoio de parte da oposição, da base aliada e dos partidos de esquerda - inclusive o PT, que abriu mão da candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (SP), líder do governo.

Reportagem - João Pitella Junior
Edição - Paulo Cesar Santos

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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