Advogado diz que cheque foi empréstimo a filho de Severino
14/09/2005 - 23:56
O advogado do presidente Severino Cavalcanti, Eduardo Alckmin, informou há pouco que o cheque de R$ 7,5 mil apresentado pelo empresário Sebastião Buani refere-se a um empréstimo feito pelo filho de Severino durante a campanha eleitoral de 2002. Segundo o advogado, Severino Cavalcanti Júnior, que faleceu no mesmo ano, concorria a uma vaga na Assembléia Legislativa de Pernambuco.
De acordo com o relato de Alckmin, o filho do presidente da Câmara teria pedido à secretária do pai, Gabriela Kênia Martins, que fosse ao escritório de Buani para apanhar o cheque e depois o descontasse no banco. A secretária, segundo o advogado, prestou apenas um favor a Júnior, já que não participava de sua campanha.
Alckmin disse ainda que, embora Gabriela não recorde muitos detalhes da operação, ela lembra que entregou o dinheiro a Júnior no gabinete de Severino na Câmara, quando os dois estavam sozinhos. Os recursos, após o desconto de R$ 690 pagos a título de juros do empréstimo, teriam sido usados para custear trabalhos eleitorais executados por uma gráfica de Brasília. Segundo o advogado, o dono da gráfica, que se chama Fabiano, está sendo localizado para servir como testemunha da operação.
O advogado informou ainda que o presidente da Câmara nunca fez empréstimos com Buani e nem tinha conhecimento de que seu filho o fizera.
Inconsistência
Para Alckmin, o surgimento do cheque mostra a “inconsistência absoluta” das acusações de Buani. O advogado lembrou que no início o empresário afirmou que o “mensalinho” tinha começado em 2003, mas o cheque é de 2002. Em seguida, disse que o documento tinha sido endossado pelo motorista de Severino Cavalcanti, quando a assinatura é da secretária dele. E finalmente, que o saque tinha acontecido em meados de 2003, e não um ano antes.
“Não é pssível haver uma versão nova a cada dia”, protestou Alckmin. Para ele, falta “total seriedade” às denúncias do empresário.
Reunião na residência oficial Reportagem – Mauro Ceccherini
As declarações do advogado foram feitas na entrada da residência oficial da Presidência da Câmara, onde Severino Cavalcanti está reunido com líderes partidários e outros deputados. Há pouco, o corregedor da Casa, deputado Ciro Nogueira (PP-PI), juntou-se ao grupo.
Edição - Rejane Oliveira
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
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