Líder do governo admite operação paralela no PT

13/09/2005 - 20:24  

O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), admitiu há pouco, com relação ao financiamento de campanhas e aos empréstimos obtidos pelo partido, que houve uma “operação paralela” no PT. "Mas resta saber quantas e quais são as pessoas envolvidas", disse, em resposta ao deputado Chico Alencar (PT-RJ). Durante depoimento de Chinaglia no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, Alencar perguntou se o ex-tesoureiro do PT teria a liderança da operação. Chinaglia respondeu: "Delúbio tem um estilo audacioso e imaginava que estivesse respaldado, mas se observou que não estava."

José Dirceu
O deputado Jairo Carneiro (PFL-BA), por sua vez, questionou Chinaglia sobre a responsabilidade do deputado José Dirceu (PT-SP). O líder do governo disse que não acredita que Dirceu tenha responsabilidade no "valerioduto", em referência ao empresário Marcos Valério de Souza, acusado de operar o suposto esquema de "mensalão".
Arlindo Chinaglia considerou "razoável" que Dirceu não soubesse das movimentações de Delúbio e Marcos Valério. "O PT foi vítima do erro de alguns. Resta saber quem são esses alguns. Admito que o Dirceu não era o comandante dessa operação. Dirceu era muito poderoso, mas é impossível mandar sozinho", disse.

O depoimento de Arlindo Chinaglia prossegue no plenário 14.

Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Noéli Nobre

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