CPMI questiona ausência de identificação de sacadores
13/09/2005 - 18:07
A presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, foi questionada pela senadora Ideli Salvati (PT-SC) a respeito da não-identificação de pessoas que sacaram dinheiro das contas do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. Kátia depõe na sub-relatoria de movimentação financeira da CPMI dos Correios.
Ideli chamou atenção para o fato de que em algumas operações era possível conhecer o nome do sacador, mas em outras, não.
A funcionária do banco Ayanna Tenório Torres de Jesus, que auxilia a presidente no depoimento, explicou que, até meados de 2003, os saques eram feitos por funcionários das empresas da SMPB, de Valério, sempre em Belo Horizonte (MG). A partir desse período houve, segundo Ayanna, mudança de padrão por exigência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A identificação passou a ser obrigatória.
Outros sacadores
Ayanna observou que outro fato contribuiu para a alteração no procedimento do banco: pessoas que não eram funcionárias de empresas de Marcos Valério passaram a sacar, e em agências fora de Belo Horizonte - em São Paulo e Brasília. "Por conta disso, o Rural passou a orientar as agências a exigir identificação", afirmou a funcionária. Kátia Rabello destacou ainda que toda a documentação pedida pela CPMI foi enviada pelo Banco Rural.
A senadora Ideli Salvati, porém, ressaltou que, desde 1998, existe a exigência legal de identificar quem sacou mais de R$ 10 mil na boca do caixa. O senador Pompeo de Mattos (PDT-RS) manifestou a mesma estranheza da senadora.
O depoimento prossegue na sala 19 da ala Senador Alexandre Costa, no Senado. Reportagem - Ana Raquel Macedo
Edição - Sandra Crespo
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br
A Agência utiliza material jornalístico produzido pela Rádio, Jornal e TV Câmara.