TIM defende cooperação entre empresas de comunicação

12/09/2005 - 12:28  

O presidente da TIM-Brasil, Mário César Pereira de Araújo, disse há pouco, durante audiência pública no Conselho de Comunicação Social do Congresso, que a convergência das empresas de telecomunicações e das empresas de mídia ainda é incipiente no Brasil, apesar de ser uma tendência mundial.
Essa convergência é o foco das discussões desse encontro. As empresas de mídia, como as emissoras de televisão, estão preocupadas com o avanço de empresas do setor de telecomunicações e de informática sobre uma área de atuação que antes era exclusividade delas, como a produção e a transmissão de conteúdo (novelas, programas, filmes, telejornais, por exemplo). Hoje os consumidores podem acessar esse conteúdo via internet ou por celular.

Áreas de atuação
O surgimento dessas novas tecnologias implica uma redistribuição de áreas de atuação entre todas as empresas de comunicação.
Araújo acredita que a integração dessas empresas gera diversos benefícios para a sociedade, especialmente melhoria na qualidade dos produtos e redução dos preços. Para ele, os dois setores não devem se encarar como ameaça, mas dedicar-se cada um a sua própria área de competência.
O presidente da TIM afirmou que as empresas de telecomunicações não têm interesse em produzir conteúdo – atribuição que continuará com as empresas de mídia. Ele também ressaltou que as operadoras de televisão ainda podem investir em adaptação de conteúdos para serem transmitidos por celular. "Ninguém iria baixar no celular um capítulo inteiro de uma telenovela, mas um resumo todo mundo quer", exemplificou.

Banda larga
Araújo avalia que o desenvolvimento e a integração dos meios de comunicação no Brasil dependem da universalização da banda larga, que, segundo ele, hoje só está presente em 9% dos domicílios, ao passo que a TV está em 91% dos lares.
Por meio da banda larga, a transmissão de conteúdo na internet é mais rápida, facilitando a troca de vídeos, por exemplo.
O presidente da TIM lembrou que, nos países desenvolvidos, entre 25% e 30% dos domicílios já contam com a banda larga. Segundo ele, quase todos os coreanos já dispõem da tecnologia por conta de incentivos do próprio governo.

Convergência
Na abertura da audiência, o conselheiro Roberto Wagner, representante da sociedade civil, defendeu a convergência entre os diferentes meios de comunicação como o principal vetor do desenvolvimento do setor de comunicação social do País.

A reunião está sendo realizada na sala 9 da ala Alexandre Costa, no Senado.

Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Natalia Doederlein

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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