Severino lista conquistas econômicas a empresários

09/09/2005 - 10:53  

Em discurso a empresários americanos no Conselho das Américas, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil consolidou sua democracia e alcançou resultados macroeconômicos que comprovam a solidez da economia mesmo durante turbulências políticas.
Entre os indicadores, ele destacou as exportações, que superaram a marca de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 240 bilhões) em 12 meses, e o saldo de transações em conta-corrente que poderão alcançar os US$ 10 bilhões (R$ 24 bilhões) no fim deste ano. Severino lembrou ainda o processo de redução da dívida externa brasileira: "Desde o final de 1999, reduzimos a um terço a relação dívida externa líquida/exportações, que passou de 3,9 para 1,3".

Conquistas
Para Severino, essas conquistas não podem ser subestimadas. "Devo lembrar-lhes que há apenas 15 anos a economia brasileira era uma das mais fechadas do mundo e que até 11 anos atrás vivíamos os tormentos decorrentes de uma inflação descontrolada", afirmou.
Segundo o presidente da Câmara, esses indicadores demonstram que o País aprendeu a "separar o transitório do permanente, o relevante do superficial" nas últimas décadas e fortaleceu a convicção de que "não há alternativa desejável a um regime político que garanta a representação soberana da vontade popular".

Juros elevados
Os números positivos não significam, segundo Severino, que o País não tem problemas sérios a enfrentar. “Ainda sofremos com juros reais demasiadamente elevados. Temos um triste quadro de desigualdades sociais a superar. Precisamos de avanços expressivos no campo da educação, de modo a capacitar os brasileiros para os rigores de um mercado globalizado. Não podemos nos esquecer, adicionalmente, da necessidade de uma reforma política que aperfeiçoe as regras da representação popular.”
O presidente da Câmara também transmitiu aos empresários sua garantia pessoal da estabilidade econômica no País, “fruto da hábil atuação do ministro Palocci e da presença do ministro Henrique Meirelles à frente do Banco Central”.
Ele lembrou que foi eleito presidente da Câmara contra a orientação do governo e nem sequer votou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando de sua eleição e que sua posição é a de contribuir com o governo no que interessar ao povo brasileiro. “O Congresso Nacional manterá sempre uma posição de independência com relação ao Poder Executivo e sempre estará unido pelo bem do Brasil”, concluiu.

Veja a íntegra do discurso no Conselho das Américas

Da Redação/RB

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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