Sócio da Guaranhuns nega conhecer remessa às Ilhas Cayman

30/08/2005 - 19:55  

Questionado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Compra de Votos pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), o empresário José Carlos Batista, sócio da Guaranhuns, negou saber quem foi o responsável pelas duas remessas para a conta no Banrisul da off shore Esfort Trading, no paraíso fiscal das Ilhas Cayman. A Guaranhuns pertence à offshore, que teria sido utilizada pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como operador do suposto esquema conhecido como “mensalão”, para enviar dinheiro ao exterior.

Movimentações
Uma das remessas questionadas teria sido de 1 milhão de dólares (aproximadamente R$ 2,4 milhões), em 25 de março de 2002, e a outra de 100 mil dólares (cerca de R$ 240 mil), em 4 de junho de 2003. Batista também negou saber a respeito da movimentação de 1 milhão de dólares em 1º de novembro de 2002 por um caminho inverso, ou seja, das Ilhas Cayman para conta da Esfort Trading no Brasil.
Alvaro Dias acusou o empresário de ser um "laranja". "Se o senhor não sabia dessas remessas é porque foi utilizado por Marcos Valério", observou.

Terreno
O depoente ainda foi questionado pelo relator da CPMI, deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG), sobre quem seria proprietário do terreno da Guarunhuns. José Carlos Batista, porém, não soube responder.

O depoimento continua na sala 6 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado.

Reportagem - Adriana Resende
Edição - Francisco Brandão

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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