Trabalhadores defendem cooperativismo para gerar empregos

30/08/2005 - 17:24  

As palestras do segundo painel do seminário "Cooperativismo de Trabalho - Desenvolvimento Econômico e Social", promovido pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, foram encerradas com as experiências de dois representantes de cooperativas.
Geraldo Santos da Silva, da Mundcoop, de Goiás, que trabalha com carpintaria, pintura, serviços de pedreiro e de construção civil, está há dez anos em cooperativa. Ex-funcionário da Encol, empresa de construção que faliu, Geraldo disse que, com o fechamento da empresa, passou muito tempo desempregado até ser contratado por uma cooperativa. De acordo com o depoimento, já conseguiu comprar duas casas e um carro. "Os políticos são capazes de mudar as leis, e tem de olhar para as cooperativas", reclamou.
Já Geraldo Mesquita, presidente da Farmacoop, de São Paulo, de trabalhadores profissionais de farmácias e drogarias, disse que sua cooperativa teve problemas com o Ministério Público, que cancelou 600 dos 900 contratos que possuía. Na opinião dele, saíram perdendo os 600 trabalhadores, que hoje não recebem metade do que ganhavam, e também o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que passou a arrecadar menos.

A reunião continua no plenário 6.

Reportagem - Da Redação/NAJ

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