Empresário ressalta déficit de serviços de água e esgoto

Da Agência Câmara - 24/08/2005 - 18:35

O vice-presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib), Newton Azevedo, salientou que 75% do déficit nos serviços urbanos de água, coleta e tratamento de esgotos no País estão concentrados nos domicílios da população mais pobre. Ele fez essas observações durante a 6ª Conferência das Cidades, que está sendo realizada no Auditório Nereu Ramos .
Segundo informou, hoje existem 25 empresas estaduais de saneamento, 1534 serviços municipais e 67 concessionárias privadas. Essas últimas atendem apenas a 4% da população brasileira. Sua palestra teve como tema o Cenário Atual do Saneamento - Visão do Setor Empresarial.
Para o empresário, a necessidade de investimento corresponde a R$ 9 bilhões por ano em média, pelos próximos 20 anos para que se consiga a universalização dos serviços. "É impossível separar saneamento básico de saúde pública", ressaltou Newton. "O impacto negativo na saúde é muito grande devido à insuficiência ou falta de saneamento e de higiene", acrescentou.

Dados da OMS

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), citados pelo debatedor, a presença de água e esgoto reduz a mortalidade em 20%, enquanto que a implantação de saneamento gera empregos. "É necessário aprovar o PL 5296, mas isso sozinho não será suficiente se o próprio setor e a sociedade não se conscientizarem disso", afirmou Newton.
Para ele, o estado é incapaz de enfrentar sozinho o problema e a iniciativa privada precisa ser vista como parceira. No entanto, observou, o capital privado aguarda o estabelecimento de um marco regulatório, porque o investimento só ocorre se houver regras mínimas.

Reportagem - Simone Salles
Edição - Newton Araújo Jr.

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