Presidente de CPI não acredita em versão de carcereiro

18/08/2005 - 14:50  

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), acredita que vai ser difícil para o carcereiro aposentado Marco Túlio Prata, conhecido como Pratinha, sustentar a versão apresentada na sua defesa na Justiça. Pratinha foi preso por comércio ilegal de armas depois que a polícia encontrou em sua casa, entre outros, 17 armas de calibres diversos, granadas de efeito moral, silenciadores e miras telescópicas que são de uso restrito das Forças Armadas.
Torgan ironizou que as armas que poderiam complicar a situação de Pratinha, como um rifle com silenciador e mira telescópica, estariam registradas em pessoas mortas. O depoente alegou que estava com as armas apenas para limpá-las e reafirmou que sua versão é verdadeira.
A reunião encerrou-se há pouco.

Máfia dos concursos
Na próxima quinta-feira (25), às 10 horas, a CPI vai ouvir Hélio Garcia Ortiz, apontado como o chefe da máfia dos concursos públicos. Ele teria ligações com as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e com o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.

Reportagem - Geórgia Moraes
Edição - Marcos Rossi

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br
A Agência também utiliza material jornalístico produzido pela Rádio, Jornal e TV Câmara.
RCA

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.