Médico preso com armas recusa-se a responder à CPI

02/08/2005 - 15:47  

Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas, o médico Carlos Henrique Gross recusou-se a responder as perguntas feitas pelos deputados referentes à origem das armas apreendidas com ele em abril deste ano. Gross foi preso em Santa Cruz do Sul (RS), no final de abril, com 42 armas de diversos calibres, como rifles, fuzis e submetralhadoras, além de mais de 6 mil cartuchos. O depoente, porém, obteve habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, que o dispensa de firmar compromisso legal como testemunha.
Gross se recusou a responder se anda armado e declarou apenas que é um colecionador. O presidente da CPI, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), lembrou que algumas armas apreendidas com Gross não são próprias de colecionadores, são submetralhadoras, rifles 380, que furam blindagem.
“Na medida em que o senhor omite o caminho para adquirir as armas está sendo cúmplice de quem usa esse caminho para matar pessoas. Ou o senhor tem duvidas de que os bandidos utilizam essa conexão?”, questionou o relator da CPI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

O depoimento prossegue no plenário 3.

Reportagem - Sandra Crespo
Edição – Simone Ravazzolli

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