Começa depoimento de médico acusado de tráfico de armas

02/08/2005 - 14:58  

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas começou a ouvir há pouco o depoimento do médico Carlos Henrique Gross, preso em Santa Cruz do Sul (RS), no final de abril, com 42 armas de diversos calibres, como rifles, fuzis e submetralhadoras, além de mais de 6 mil cartuchos. O depoente obteve habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, que o dispensa de firmar compromisso legal como testemunha.
Também convocado pela CPI, o irmão de Carlos Henrique e também médico, Paulo César Gross, ainda não compareceu. Em junho, a CPI tentou ouvi-los durante as diligências realizadas no Rio Grande do Sul, mas Carlos Henrique enviou atestado médico e Paulo César mandou o advogado representá-lo. Novamente em junho a CPI os convocou, mas os irmãos não compareceram.

Pausa para ouvir Dirceu
Antes de o depoimento começar, o presidente da CPI, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), anunciou que a reunião será interrompida para que ele e o relator, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), participem da reunião do Conselho de Ética em que o ex-ministro da Casa Civil deputado José Dirceu (PT-SP) prestará seu depoimento. Dirceu é acusado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) de participar do suposto esquema de pagamento de "mensalão" pelo PT a deputados da base aliada.
A reunião da CPI do Tráfico de Armas ocorre no plenário 3.

Reportagem - Sandra Crespo
Edição - Francisco Brandão

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