Enriquecimento de urânio
07/07/2005 - 11:12
Praticamente todo o urânio existente na natureza (99%) é composto de 238 prótons e nêutrons somados. Esse tipo de urânio não é físsil, ou seja, seu núcleo não pode ser quebrado para liberar energia. Apenas 0,7% dos átomos de urânio natural pode ser fissionado: os compostos de 235 prótons e nêutrons somados.
O objetivo do enriquecimento do urânio é fazer com que seu núcleo possa ser fissionado (quebrado). Isso se faz adicionando, por meio de um reator, cerca de 4% de urânio 235 no urânio natural, alterando a proporção dos tipos de urânio na amostra. Para comparar, uma bomba atômica utiliza urânio enriquecido a mais de 90%.
A energia liberada na fissão de um grama de núcleos de urânio 235 equivale à liberada na queima de 10 toneladas de carvão, e é utilizada para gerar energia elétrica.
O processo que o Brasil desenvolveu para enriquecer urânio em escala industrial é a ultracentrifugação — uma máquina que gira a 70 mil rotações por minuto. A tecnologia, desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares em conjunto com o Centro Tecnológico da Marinha de São Paulo, existe desde a década de 80.