Cardozo pede argüição rigorosa e fim de privilégios
30/06/2005 - 23:19
O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) reclamou há pouco, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, do fato de o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) não responder “pergunta por pergunta” feita pelos parlamentares. Para ele, esclarecer todos os questionamentos beneficiaria o depoente. “Se a idéia é investigar seriamente, deve-se permitir uma argüição dentro dos mesmos critérios que se faz na Justiça ou em uma delegacia de polícia”, disse Cardozo.
Na avaliação do parlamentar, um deputado não pode ter qualquer privilégio ao depor. “O deputado quando depõe só tem a inviolabilidade contra a palavra, mas se submete à lei e às regras como qualquer pessoa que se senta naquele banco. Portanto, privilégios dados ao deputado Roberto Jefferson pelo fato de ser um parlamentar são absolutamente irregulares e prejudicam a investigação”, assegurou.
Cardozo disse ainda que, se essa regra não for revertida, a CPMI dos Correios será muito prejudicada na busca da verdade.
Testemunha ou investigado
José Eduardo Cardozo criticou ainda a confusão que há, segundo ele, sobre a situação do depoente: se é de investigado ou de testemunha. O parlamentar considera que Jefferson depõe na CPMI na condição de investigado. “É isso que dá a ele o direito de receber orientação de advogados. Caso contrário, não seria permitido esse tipo de consulta”, explicou Cardozo.
A reunião da CPMI dos Correios prossegue na sala 2 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado Federal. Reportagem - Marise Lugullo
Edição – Simone Ravazzolli
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