Presidente do BC espera crescimento maior do que em 2004

30/06/2005 - 16:47  

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, espera que, com a queda da inflação verificada no momento, o País experimente uma retomada ainda mais pronunciada da atividade econômica do que a verificada no ano passado. Em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB - soma das riquezas produzidas pela Nação ao longo do ano) cresceu 4,9%. "Pode-se experimentar um crescimento mais acelerado a partir deste segundo semestre", previu.
Meirelles presta contas sobre o desempenho da economia em audiência pública promovida pelas comissões de Finanças e Tributação; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Mista do Orçamento; e de Fiscalização Financeira e Controle.

Acomodação
O presidente do BC explicou que, após o forte crescimento de 2004, que superou em 2,5 pontos percentuais a média anual do PIB nos últimos dez anos (2,4%), houve uma pequena acomodação no início de 2005. O movimento, segundo ele, foi provocado pelo aumento da inflação, que já foi contido, e também pela queda da safra agrícola.
"O grande desafio da política econômica continua sendo assegurar a sustentabilidade do crescimento ao longo prazo, estimulando o aumento da capacidade produtiva. Para isso, é necessário garantir a estabilidade econômica e o cumprimento das metas de inflação", repetiu.

Inflação
Meirelles destacou que, em 2004, o Brasil voltou a cumprir a meta oficial de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário, alcançando 7,6% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2001, 2002 e 2003, a meta não foi cumprida. "Isso é muito importante para dar previsibilidade na economia, permitir a expansão do investimento e garantir o crescimento econômico sustentável", considera.
O crescimento do PIB em 2004, ressaltou o presidente do BC, foi disseminado em todos os setores de atividade, com destaque para a indústria, que cresceu 8,2% no ano. Ele assinalou que o índice se aproxima do recorde histórico da expansão do setor no Brasil.

Emprego
O presidente do BC sublinhou o forte crescimento dos empregos formais em 2004, com a abertura de 1,523 milhão de vagas. "Foi o maior de toda a história", observou. A taxa de desemprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) terminou o ano passado em 9,6%.
"Entre janeiro e maio de 2005, a criação de empregos vem se sustentando em níveis elevados, o que indica perspectivas bastante animadoras para o mercado de trabalho até o fim do ano", celebrou. Meirelles também apontou o forte crescimento da massa salarial real da indústria, que se aproximou de seu pico histórico em fevereiro.

Neste momento, o presidente do BC começa a responder a perguntas dos parlamentares.
A reunião prossegue no plenário 2.

Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição - Francisco Brandão

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