Temer, Renan e Lula debatem apoio do PMDB ao governo
24/06/2005 - 15:45
Os presidentes do PMDB, Michel Temer (SP), e do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, estão reunidos neste momento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. O governo tenta trazer o partido para a base aliada e pode oferecer mais um ou dois ministérios à legenda.
Em entrevista coletiva nesta manhã, Temer anunciou que "seguramente" deve convocar uma nova convenção do partido para que seus filiados decidam se o PMDB vai ou não apoiar o governo. "Não poderia deixar de ouvir o Presidente da República em um momento preocupante para a vida nacional", comentou.
A convenção nacional realizada em dezembro do ano passado decidiu que o partido deveria entregar os cargos no governo, incluindo os ministérios da Previdência e das Comunicações.
Novo líder
Além da decisão sobre o apoio ao governo, o PMDB escolhe até a próxima quarta-feira (29), por voto secreto, um novo líder na Câmara. Disputam o cargo o atual líder, deputado José Borba (PR), e o deputado Saraiva Felipe (MG), candidato que tem o apoio da ala oposicionista do partido.
Governabilidade
Segundo Temer, o PMDB não tem atrapalhado o governo no Congresso. Ele lembrou a nota oficial divulgada pelo partido no início deste mês, que pregava a firmeza e a serenidade, ou seja, investigar as denúncias sem comprometer a governabilidade. "Temos responsabilidade perante o País. Queremos saber como colaborar para que não haja crise institucional, mas só vamos até aí, nada mais do que isso."
Projeto próprio
Na avaliação do presidente do PMDB, aumentou o número de filiados do partido que defendem um projeto próprio para 2006. O presidente regional do PMDB fluminense, Anthony Garotinho, por exemplo, anunciou ontem que poderia entrar na Justiça para que o partido cumpra a determinação da convenção e entregue os cargos no Governo Lula.
Temer disse preferir a negociação, já que os peemedebistas no governo poderiam alegar que, estando a questão sub judice, não teriam obrigação de abrir mão dos cargos. Michel Temer descartou ainda a possibilidade de dar uma resposta rápida ao governo. Ele avisou que não passará por cima da decisão já tomada na convenção do PMDB.
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Edição - Francisco Brandão
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