Consultor diz que País não pode ir contra normas mundiais
16/06/2005 - 19:16
O consultor em Gestão Empresarial e Gestão da Qualidade Kival Chaves Weber disse que o Brasil representa apenas 1% do mercado mundial de informática e precisa caminhar com o mundo, seguindo as normas internacionais. "O País não tem como impor regras nem mesmo para o mercado interno, e não pode ir na contramão do mercado mundial", afirmou Weber. Ele participou do painel "Exportação de software brasileiro: pontos fortes, oportunidades e limites", que faz parte do seminário "O mercado de software no Brasil: competitividade, tecnologia e efeitos na balança comercial". O evento é promovido pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara.
Na opinião de Weber, se o País for contra as regras mundiais, não se tornará competitivo internacionalmente. Ele ressaltou também a necessidade de as empresas nacionais buscarem o certificado de qualidade de seus produtos, para não só preservar o mercado interno, mas ganhar o externo.
Pólo na Índia Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
O consultor afirmou que o Brasil está muito abaixo de um país como a Índia, que é pólo de desenvolvimento de tecnologia da informação e tem um alto nível de certificação de qualidade. "As empresas brasileiras ainda estão longe de estar maduras como as indianas", declarou.
O editor do caderno de informática do Correio da Paraíba, jornalista Hélder Moura, também referiu–se à Índia como exemplo muito bem sucedido de implantação de pólo de tecnologia de informação em um país subdesenvolvido.
Ele disse que a Índia atingiu esse nível porque tem uma educação fundamental de muito boa qualidade e muito abrangente. Moura destacou que o Brasil apenas recentemente começou a investir mais fortemente na educação fundamental, e que precisa começar por aí se quiser se tornar competitivo na área. Para o jornalista, é preciso também investir nos cursos de graduação em informática.
Moura considera que o País pagou um preço muito alto pela política de reserva de mercado que na década de 80 normatizou a área de informática. Nesse período, segundo ele, o Brasil ficou fechado para o mundo, o que atrasou o desenvolvimento na área de produção de software.
Edição - Marcos Rossi
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