Fabricante alerta para risco ao mercado de água mineral

04/05/2005 - 16:54  

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam), Carlos Alberto Lancia, criticou a proposta da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para alterar a denominação de "água mineral" para "água especial". Ele alerta que a mudança pode levar a perdas do Brasil no mercado mundial do líquido, que movimenta 45 bilhões de dólares (quase R$ 112,5 bilhões) por ano.
Lancia observa que a água mineral brasileira é mais competitiva. Seu preço representa 15% do custo da francesa e 10% da norte-americana. O Brasil contém 30% das reservas mundiais do líquido.

Consumo
Segundo o fabricante, o consumo mundial de refrigerantes e bebidas alcoólicas tem diminuído, enquanto o da água mineral é favorecido. O consumo per capita é de 100 litros anuais na Europa, chegando a 240 nos países árabes. Já no Brasil, consome-se anualmente apenas 29 litros por habitante.
O consumo de água mineral, segundo Lancia, representa apenas 0,007% de toda a água do mundo. O maior uso é na agricultura, que chega a 70% do consumo total. A indústria responde por 20% e os domicílios, por 10%.

A audiência da Comissão de Legislação Participativa continua no plenário 3.

Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Francisco Brandão

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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