Comissão pede clemência a brasileiro preso na Indonésia
Deputados da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional visitaram, na última quarta-feira (13), o embaixador da Indonésia, Pieter Taruyu Vau, para pedir clemência ao brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, preso e condenado à morte pela Justiça da Indonésia por contrabando de drogas. A Comissão também encaminhou ao Parlamento da Indonésia, na quinta-feira (14), o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a favor do brasileiro.
O deputado Nilson Mourão (PT-AC), que solicitou a visita ao embaixador, foi acompanhado pelos deputados Marcondes Gadelha (PTB-PB), Jackson Barreto (PTB-SE) e Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP). "O embaixador não tem poder de decisão, mas vai encaminhar o pedido da Comissão a seu governo", relata Mourão. Ele conta que o diplomata é católico e pessoalmente contrário à pena de morte.
Encontro
Mourão observa que a Comissão de Relações Exteriores articula um encontro entre os parlamentares do Brasil e da Indonésia. A situação do brasileiro condenado à morte estará entre os temas da reunião, ainda sem data e local definidos.
"Nós não queremos o perdão, mas a substituição da pena de morte por outra", ressalta o deputado. Ele lembra que a Indonésia já tem vários precedentes de comutação da pena de morte de condenados estrangeiros, quando solicitada por autoridades de outros países. "Para que isso ocorra, no entanto, é preciso ter mobilização popular".
Voto de louvor
O envio do pedido de clemência ao Parlamento da Indonésia foi solicitado pelo deputado Marcondes Gadelha em substitutivo a requerimento do deputado Jair Bolsonaro (PFL-RJ). A proposta foi aprovada na quarta-feira (13). O pedido original do deputado fluminense sugeria o encaminhamento de um voto de louvor ao presidente indonésio pela condenação de Moreira. Reportagem - Da Redação/FB
Bolsonaro criticou o pedido de Lula em favor do brasileiro, pois, na opinião do parlamentar, envergonhou o Brasil e encorajou a ocorrência de crimes graves. "Caso Marco Archer fosse traficante com atuação apenas no Brasil, protegido por nossa benevolente legislação, poderia levar à desgraça centenas de famílias", afirmou. "Ao contrário do que afirma o Governo do PT, a execução não causará nenhuma comoção nacional, pois esse traficante envergonha ainda mais a sociedade brasileira no exterior".
Bolsonaro defendeu a posição da Justiça da Indonésia como um exemplo para as demais nações.
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
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