Técnico do Ibama aponta especialização de biotraficantes

06/04/2005 - 18:58  

O analista ambiental José Leland Juvêncio Barroso, da Gerência Executiva do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Manaus (AM), afirmou, há pouco, que o tráfico de animais silvestres pode estar sendo mais atrativo para os criminosos do que o trafico de drogas. Ao participar de audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Biopirataria, ele informou que há uma especialização dos biotraficantes na Amazônia, que atuam na região há mais de dez anos.
O técnico do Ibama declarou que o País tem uma legislação ambiental frouxa e enfrenta um vazio legal na área da biopirataria. Ele disse ainda que parte do esforço realizado pelo Ibama para levar ao Amazonas 50% dos técnicos ambientais de seu último concurso está sendo perdido. Atualmente, a maior parte dessa mão-de-obra está conseguindo transferência para seus estados de origem.

Áreas de desmatamento
O analista ambiental citou ainda que a fronteira entre os estados do Amazonas, Mato Grosso e Rondônia, com a invasão de grileiros, é uma das áreas de mais intenso desmatamento no País. Ele disse também que a região nordeste do Amazonas é a nova fronteira de desmatamento, nesse caso praticado por grandes madeireiras.

A audiência da CPI prossegue no plenário 10.

Reportagem - Eduardo Tramarim
Edição - Pierre Triboli

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