Líder lembra experiência do Papa como militante
06/04/2005 - 18:01
O líder do Governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), lembrou, em sessão solene realizada em homenagem ao Papa, que no Brasil João Paulo II foi alcunhado de João de Deus. "Foi um homem que conheceu na pele os horrores do nazismo e forjou, com essa experiência, seus valores e sua militância".
O líder ressaltou também que o Sumo Pontífice da Igreja Católica realizou sua missão estabelecendo relações com as demais religiões, com os judeus e com os islâmicos, e soube reconhecer o direito dos palestinos a um Estado independente.
Crimes do colonialismo
O líder lembrou que João Paulo II teve a grandeza de pedir perdão pelos crimes do colonialismo contra negros, indígenas, "dos quais a Igreja Católica foi cúmplice em alguns momentos. Pediu perdão também pelos crimes da Inquisição contra os heróis da ciência moderna Galileu Galilei e Giordano Bruno. Arrastou multidões às ruas e denunciou as mazelas do capitalismo selvagem e do neoliberalismo".
Hipoteca social
Chinaglia ressaltou ainda que, em Salvador (BA), o Papa sustentou com serenidade que sobre toda propriedade privada pesa uma hipoteca social. "Por onde passou, deixou acesa a chama esperança. Foi um combatente da liberdade, e agiu sempre de acordo com seus ideais, determinação que só tem quem acredita ser justo", afirmou Chinaglia.
O líder do Governo desejou que a Igreja Católica encontre um substituto à altura, em consonância com as agruras mundiais, para aprofundar sua relação com a sociedade do século 21.
Também homenagearam o Papa em apartes os deputados Wasny de Roure (PT-DF), Marco Maia (PT-RS) e Augusto Nardes (PP-RS). Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição - Regina Céli Assumpção
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