MERENDA PEDAGÓGICA REÚNE ALFABETIZANDOS
05/07/2000 - 17:43
A deputada Esther Grossi (PT-RS) promoveu hoje cedo uma "merenda pedagógica" com os alunos do Programa Volta aos Estudos, oferecido pela Subcomissão Permanente de Educação de Jovens e Adultos a 127 funcionários do quadro de servidores terceirizados da Câmara e do Senado. A idéia da merenda pedagógica é, a partir de um determinado prato, apresentar ao educando informações de caráter cultural, folclórico, econômico, histórico e social, entre outras, ligadas à região de onde se origina a comida. Ontem, a parlamentar - que veio especialmente de seu estado para a cerimônia - trouxe para os alunos o empadão de palmito, do centro do país, e o merengue, uma sobremesa sulista, preparada pela própria deputada. Osvaldo Coelho (PFL-PE), Celcita Pinheiro (PFL-MT), Nice Lobão (PFL-MA), Maria Elvira (PMDB-MG), Miriam Reid (PDT-RJ), Agnelo Queiroz (PC do B-DF) e João Matos (PMDB-SC) já participaram de edições anteriores do evento.
Esther Grossi também autografou seu livro "Mesa Sutra - Refeições em casa, receitas que dão prazer", que foi distribuído aos participantes do curso. Após enfatizar a importância da permanência e da presença no curso - que se iniciou junho e termina em agosto -, ela explicou aos alunos o significado do título do livro, uma paródia do Kama Sutra, o livro dos prazeres sexuais asiático. "Enquanto o homem só comia para matar a fome, ele era igual aos animais. Nos tornamos pessoas quando passamos a fazer comida gostosa, cheirosa, colorida, para ser saboreada em companhia de outros. Por isso, a merenda também é a oportunidade de alimentar o espírito e o convívio", disse Esther Grossi, citando a Santa Ceia e lembrando que as refeições envolvem um ritual.
Uma das professoras do curso, Maria José Rocha Lima, explica que o programa é metodologicamente diferenciado dos simples cursos de alfabetização, porque o trabalho pedagógico relaciona-se com atividades práticas, como jogos, leituras de jornal, idas a teatro, ao cinema e a shows. O ensino é baseado na pedagogia geempiana, e parte de uma entrevista com o aluno para compreender em que estágio de conhecimento lingüístico ele se encontra - a partir da técnica da psicogênese, concepção científica sobre o aprendizado de códigos - para posteriormente elaborar as turmas. Nesse grupo de 127 alunos, que deu início ao programa, os alunos foram divididos em seis turmas de vinte educandos cada. As aulas são dadas em três turnos, às segundas, quartas e sextas-feiras: das 7h30 às 10h, das13h às 15h30 e das 18h às 20h30. O programa dura três meses.
A assessoria da deputada informou que programas de alfabetização pelo método geempiano têm obtido grande sucesso em vários municípios do Rio Grande do Sul. O custo por aluno é baixo - cerca de R$ 200 -, a evasão é praticamente zero e os alunos saem do curso lendo e escrevendo em curto prazo. Os professores só recebem o salário se comprovada a alfabetização.
Por Christian Morais/AM
Agência Câmara
Tel. (61) 318-8473/7423
Fax. (61) 318-2390
e-mail: agencia@camara.gov.br