Líderes decidem pauta para últimas votações do ano
14/12/2004 - 18:54
O Plenário deverá votar hoje o Projeto de Lei Complementar 72/03, do deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), que modifica diversos dispositivos do texto aprovado na Câmara ano passado sobre alterações no Código Tributário Nacional (Lei 5172/66) para adequá-lo à nova lei que disciplinará a falência e a recuperação judicial; a nova Lei de Falências (PL 4376/93) e a urgência para votação do projeto que cria o Conselho Federal de Jornalismo ( PL 3985/04). A pauta foi acertada hoje a tarde em reunião dos líderes partidários.
Pelo acordo, na sessão de amanhã será votado o mérito do projeto que cria o Conselho Federal de Jornalismo. O restante da pauta de quarta-feira será definido em uma nova reunião de líderes marcada para amanhã, às 11 horas.
Biossegurança
De acordo com o líder do PSDB, Custódio Mattos (MG), ainda não há acordo na Base do Governo para a votação do projeto de Biossegurança (PL 2401/03) e da PEC do Senado sobre a Reforma Tributária (255/04).
No caso da Biossegurança, o PT, segundo o líder do PSDB, tem divergências na bancada sobre o tema e o PP e o PL não querem votar o texto por discordâncias de mérito.
Em relação à Reforma Tributária, o PP e o PL não querem votar o texto, alegando que a região Centro-Oeste pode perder R$ 2,1 bilhões ao ano, devido à redução das alíquotas de medicamentos e produtos da cesta básica.
Votações
Custódio Mattos afirmou que as divergências sobre estes itens da pauta pode prejudicar a votação da Lei de Falências hoje. De acordo com ele, o voto na Lei de Falências poderá “virar moeda de troca” para a votação das outras matérias onde não há acordo.
autoconvocação
Os líderes disseram que João Paulo reafirmou que amanhã é o último dia de votação e, durante o período em que os trabalhos serão estendidos, até o dia 23, serão apreciadas exclusivamente matérias orçamentárias.
O presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Paulo Bernardo (PT-PR) afirmou, no entanto, que não será possível votar o Orçamento até o dia 23. Caso os presidentes do Senado e da Câmara não concordem em estender os trabalhos até janeiro, ele acredita que só será possível votar o Orçamento no próximo ano. Ele alerta, no entanto, que a Lei de Diretrizes Orçamentárias proíbe qualquer despesa com custeio administrativo até a aprovação do orçamento. “O Governo ficará impedido de pagar contas como água , luz, telefone ou adquirir gasolina. E o prejuízo não será exclusivamente para o Executivo, mas para o Congresso e o Judiciário também.
Reportagem – Alexandre Porto
Edição – Paulo Cesar Santos
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
Agência Câmara
Tel.(61) 216.1851/ 216.1852
Fax.(61) 216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br
A Agência também utiliza material jornalístico produzido pela Rádio, Jornal e TV Câmara.