Argentina defende mídia mais equilibrada nas eleições
11/11/2004 - 17:15
A coordenadora do partido argentino Ação Política, Poder e Cidadania, Laura Alons, defendeu há pouco uma divisão eqüitativa dos espaços publicitários na mídia durante as campanhas eleitorais.
Laura Alons falou no painel "Meios de Comunicação, Partidos Políticos e Democracia", que integra a 4ª Reunião do Fórum Interamericano de Partidos Políticos, promovida pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que está sendo realizado no Hotel Blue Tree, em Brasília.
Segundo Laura, o espaço garantido aos partidos na mídia (na Argentina, como no Brasil, há o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão) não é suficiente para assegurar o equilíbrio na disputa. "Em países como a Argentina, onde há o sistema de financiamento misto, público e privado, os candidatos com mais dinheiro se mostram mais presentes e se destacam", afirmou ela.
Tarifas caras
"Na Argentina, no período eleitoral, as tarifas cobradas pelos canais de rádio e televisão ficam muito caras; além disso, o candidato fica sempre dependendo da empatia com os donos das empresas de comunicação, o que traz um impacto negativo para a igualdade na competição", acrescentou Laura Alons.
Ela fez uma explanação sobre as relações entre a mídia e os partidos políticos na Argentina nos últimos quinze anos e destacou que a principal preocupação de seu partido é com o impacto que a mídia tem sobre os custos das campanhas eleitorais. Os partidos, disse Laura Alons, são obrigados a reunir grandes somas para ter acesso à publicidade na mídia, em especial na televisão.
Ela defendeu limites para a compra de publicidade, e elogiou o sistema chileno de distribuição eqüitativa dos espaços publicitários eleitorais.
Reportagem - Erica Amorim
Edição - Luiz Claudio Pinheiro
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
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