Administração Pública

Relator da nova lei de licitações quer acabar com pregão eletrônico para obras

7 Comentários Anteriores

  • Escrito por: Erminio Lima Neto

    07/03/2018, 10h53

    Concordo com o relator; o Pregão, principalmente, o eletrônico, virou um verdadeiro casino; pois quem decide é o computador, em detrimento do histórico e qualidade dos concorrentes, a prevalecer temerariamente, o menor preço. Neste malfadado processo, quem mais sofre é o setor de serviços, onde mais de 70% do preço, é custo de de mão de obra. Desta forma, ao contrário da obra, não se pode conceder descontos nos salários, 13º e férias, etc. O argumento de agilidade, tem trazido enormes prejuízos ao contratante, que, invariavelmente, paga duas vezes, principalmente no setor de serviços.

  • Escrito por: Luis Saraiva

    07/03/2018, 20h40

    Acredito que deveria ter a obrigatoriedade da administração pública de contratar um seguro garantia para amparar a empresa em casos de inadimplementos. Outro detalhe é que a comissão de licitação tem que ser responsabilizada nos casos de não cumprimento de prazos para julgar as etapas do certame, existem licitações que levam até 210 dias.

  • Escrito por: Adriano

    07/03/2018, 21h31

    É só aprimorar o algoritmo, dá até para incluir inteligência artificial, alô século 21! Isso é só uma desculpa para ficar mais fácil de roubar mais.

  • Escrito por: Breno

    08/03/2018, 08h16

    O pregão tem suas qualidades, mas para obras é um verdadeiro desastre. As empresas que aparecem geralmente são de um amadorismo absurdo, ofertando descontos suspeitos em uma disputa irresponsável para a ganhar a licitação de qualquer forma. Aliás, ainda existe a face reversa do pregão: em licitações de pouco interesse, a administração acaba pagando o valor inicial cheio, justamente porque não existe disputa, o que ainda facilita combinações entre as empresas. Quando a proposta é fechada, pressupõe que o desconto irá existir de fato e no mínimo foi estudado dentro da capacidade real da empresa.

  • Escrito por: Julio Pizani

    08/03/2018, 22h27

    O pregão Eletrônico é uma ferramenta excepcional para contratações públicas, principalmente em serviços comuns de engenharia, pois a transparência e a segurança da idoneidade do pleito é explicita, onde o pregoeiro é capaz de mediar todos os conflitos de uma licitação, inclusive a formação de cartel e o direcionamento das obras de engenharia. A formação de cartel e o direcionamento das licitações, é a grande responsável pela corrupção (pagamento de propinas)com a inexecução contratual, pois os valores oferecidos na grande maioria dos casos é inexequível.

  • Escrito por: Julio Pizani

    08/03/2018, 22h33

    O deputado não entende nada de processo licitatório, bem como o seu objetivo não está entre os princípios da administração.

  • Escrito por: Luis Saraiva

    20/03/2018, 08h42

    A nova lei deveria trazer a obrigatoriedade da administração pública de contratar um seguro garantia, caso não consiga manter o adimplemento do contrato. Os fornecedores e prestadores de serviço Brasil a fora, vem quebrando por conta de administradores inescrupulosos. Não deveria ser permitido que a administração promova uma licitação sem antes comprovar que o valor total, para fiel cumprimento do contrato, esteja alocado. Não basta apenas no orçamento, pois o mesmo pode ser cancelado, mas o financeiro também deveria ser bloqueado e podendo ser cancelado apenas nas hipóteses de rescisão.