Promotor confirma denúncias à CPI Tráfico de Órgãos

03/08/2004 - 17:45  

O promotor Marcelo Negrini informou aos integrantes da CPI do Tráfico de Órgãos que só em 1997, onze anos depois das denúncias, recebeu o processo contra os quatro médicos denunciados por eutanásia, retirada e implante ilegal de órgãos, envolvendo hospitais de Taubaté e São Paulo.
Segundo Negrini, nos autos do processo sobre a morte cerebral de cinco pessoas que tiveram seus órgãos transplantados, o médico Roosevelt Kalume denuncia que, de acordo com os prontuários dos pacientes, dois deles não apresentavam morte cerebral; havia dúvidas sobre a morte cerebral de dois pacientes; e o quinto paciente não tinha prontuário médico.
Negrini disse que, com essa declaração, já estava confirmado o homicídio. O encerramento do processo foi feito no ano de 2000 e o juiz sentenciou os médicos a Júri Popular.
Marcelo Negrini informou que a intenção da Promotoria é a de que os médicos sejam levados a Júri Popular com a qualificação do crime como homicídio doloso, que tem pena de 6 a 20 anos de prisão. Se for decidido pelos desembargadores que houve homicídio culposo, o crime estará prescrito, porque a pena prevista é de 1 a 3 anos de prisão.

Reportagem - Danielle Popov
Edição - Ana Felícia

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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