Líder acredita em fim do impasse sobre verbas do Rio

09/07/2004 - 14:59  

O líder do Governo na Câmara, deputado Professor Luizinho (PT-SP), acredita que a Lei de Diretrizes Orçamentárias, o Plano Plurianual e os créditos suplementares, inclusive para o aumento dos servidores públicos federais, serão votados na próxima terça-feira. Segundo ele, a dificuldade surgida na sessão conjunta do Congresso Nacional dessa quinta-feira será resolvida. Para protestar contra o bloqueio do Banco do Brasil de recursos da prefeitura do Rio, o deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ) pediu verificação de quorum. Como não havia presença suficiente em Plenário, a sessão foi suspensa.
O líder do Governo afirmou que está negociando com o Banco do Brasil o fim do impasse. Mesmo admitindo que a reivindicação do deputado é justa, Professor Luizinho critica a maneira adotada pelo colega para resolver o problema do Rio de Janeiro. "A contenda, eu me proponho a ajudar. Estamos conversando com o Banco do Brasil e com o Tribunal. Não há problema. Ele tem razão na interpretação da lei, mas isto não pode se sobrepor aos interesses maiores do país. Nenhum município, por problema local, pode submeter o país”.

Ação individual
O vice-líder do PFL, deputado Pauderney Avelino (AM), disse que, por ser uma ação isolada, não acredita que o partido será culpado pelo atraso da votação da LDO ou do início do recesso parlamentar. "Foi uma ação isolada. Não é uma decisão partidária. Mas ele agiu com base no regimento interno. Foi uma ação política em resposta a uma retaliação política às prefeituras do PFL".
O deputado Rodrigo Maia questiona a liberação de 70% de R$ 400 milhões referentes a dívidas judiciais entre a prefeitura e os contribuintes. A assessoria jurídica do Banco do Brasil, no entanto, entende que apenas 40% dos recursos devem ser repassados à prefeitura. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse ao líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), que vai entrar em contato nesta sexta-feira com o prefeito César Maia e com o Banco do Brasil, com o objetivo de negociar um acordo.

Reportagem - Hérica Christian
Edição - Paulo Cesar Santos

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