Neurologistas divergem sobre eficiência da apnéia

23/06/2004 - 17:54  

Terminou há pouco o depoimento do neurologista Luiz Alcides Manreza, na CPI do Tráfico de Órgãos. Ele contestou todos os dados do neurologista Cícero Galli Coimbra que é contra a utilização do teste de apnéia como forma de diagnosticar a morte cerebral. Manreza considerou criminosa a afirmação de Coimbra de que pacientes com morte cerebral possam sobreviver e voltar à vida normal depois de passar por tratamento hipotérmico.
O teste de apnéia, segundo o neurologista, é obrigatório e feito no mundo inteiro para identificar se houve morte cerebral. Ele ressaltou que a utilização do método pela Medicina não tem sido feito de forma leviana. Manreza contestou os dados científicos contrários ao uso da apnéia apresentados pelo Doutor Coimbra. Segundo ele, os estudos desenvolvidos por Coimbra, que apontam falhas na utilização do método, foram contestados pela Sociedade Brasileira de Neurologia que representa 1.600 neurocirurgiões do País.

A reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito do Tráfico de Órgãos acontece no plenário 2.

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Reportagem - Carmem Fortes
Edição - Ana Felícia

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