Neurologista critica teste de apnéia

23/06/2004 - 16:46  

Na avaliação do neurologista Cícero Galli Coimbra, existem interesses econômicos por trás da defesa da apnéia como forma de diagnosticar a morte cerebral. O teste de apnéia consiste em desligar por dez minutos os aparelhos de suporte à respiração de pacientes em coma e é apontado por pesquisadores do Brasil e do exterior como capaz de causar a morte em vez de diagnosticá-la
Coimbra citou várias pesquisas brasileiras e internacionais realizadas em pacientes em coma profundo que mostram que 50% dos que não foram submetidos ao teste sobreviveram. Ele explicou que pacientes nestas condições encontram-se em um estado muito delicado para serem submetidos ao teste.

Hipotermia
Segundo o neurologista, se o doente for submetido a um processo de hipotermia (redução de sua temperatura de 37 para 33 graus centígrados) pode haver chances de recuperação. O médico esclareceu que o método permite a redução em até 60% dos edemas cerebrais que acometem os pacientes de até 60%. Esta recuperação ocorre em um espaço de 12 horas. Segundo ele, pesquisas indicam que até 70% destes pacientes, seis meses depois do tratamento, voltaram a ter uma vida normal.
Neste momento, a comissão está ouvindo o neurologista Luís Alcides Manreza, que tem uma posição diferente de seu colega de profissão.

A reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito do Tráfico de Órgãos acontece no plenário 2.

Reportagem – Carmem Fortes
Edição - Maristela Sant´Ana

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