Agronegócio é saída para a redução de desigualdades
08/06/2004 - 17:37
O ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, afirmou há pouco, no "Seminário Brasil: Propostas de Desenvolvimento", que o agronegócio tem alavancado a economia brasileira e que pode ser a saída para a redução das desigualdades sociais entre ricos e pobres no mundo. Segundo Roberto Rodrigues, a abertura comercial agrícola é a forma mais rápida de se atingir esse objetivo "já que os países ricos podem pagar para não produzir, enquanto os pobres precisam produzir para pagar o que devem".
O ministro da Agricultura destacou que o agronegócio representa 33,8% do Produto Interno Bruto (PIB) e reponde por 37% dos empregos e 44% das exportações brasileiras. Afirmou, também, que a atividade tem grande potencial para continuar crescendo em ritmo acelerado, passando dos atuais 62 milhões de hectares de área plantada, para 92 milhões nos próximos 15 anos.
Diferencial brasileiro
As principais vantagens do Brasil, de acordo com o ministro, são três: grande disponibilidade de terras, desenvolvimento da melhor tecnologia tropical agrícola do planeta, graças à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e à existência de recursos humanos qualificados. Já os três principais entraves apontados pelo ministro são: falta de capital, falta de infra-estrutura para escoamento da produção e possível falta de mercado para os produtos.
Em relação a falta de capital, o ministro citou, como providências do Governo, o Plano Safra. Quanto à infra-estrutura, destacou projeto do Ministério dos Transportes para melhoria e construção de portos e rodovias. Em relação à falta de mercado, o ministro disse que teme uma espécie de "pororoca" da agricultura, ou seja um excesso de produção. Mas destacou o trabalho do ministério do Desenvolvimento e do Itamaraty nas negociações da Organização Mundial do Comércio, União Européia-Mercosul, e Alca.
O seminário, promovido pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, está acontecendo no plenário 5.
Reportagem - Alexandre Pôrto
Edição - Ana Felícia
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