Clima de tensão se acirra na CPI da Funai
13/04/2016 - 11:35

O clima de tensão na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Funai se acirrou ainda mais. A CPI ouve o secretário de Finanças e Administração da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Veras dos Santos, que faz uso da liminar do Supremo Tribunal Federal que lhe garante o direito de permanecer em silêncio na comissão e de ser assistido por seu advogado, Ivaneck Perez Alves.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) chamou o depoente de covarde e disse que ele “não tem vergonha na cara”, e o advogado do secretário da Contag protestou. O deputado Nilto Tatto (PT-SP) fez questão de ordem afirmando que o depoente não era obrigado a permanecer no recinto ouvindo ofensas.
Além disso, Eduardo Bolsonaro quis passar parte de seu tempo para o deputado Delegado Éder Mauro (PSD-PA), o que causou protestos da deputada Erika Kokay (PT-DF), tendo início uma discussão entre os dois.
A reunião da CPI continua no plenário 9.
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Reportagem - Lara Haje
Edição - Marcia Becker