João Paulo recebe agenda de prioridades da CNI
30/03/2004 - 19:31
O presidente João Paulo Cunha afirmou hoje, em encontro na sede da CNI em Brasília, que as reivindicações sobre mudanças nos rumos da política econômica não podem servir de instrumento para disputas partidárias. O alerta foi feito nesta terça-feira no ato de entrega da Agenda Legislativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que aponta as prioridades dos empresários para as votações na Câmara. “Nesse momento, nós não podemos colocar as paixões partidárias acima dos interesses do país”, afirmou, acrescentando que as questões eleitorais e partidárias não poderão impedir o desenvolvimento do país e que o povo se beneficie com a retomada do crescimento da economia.
João Paulo afirmou que o Brasil não está parado e assinalou que a Câmara votou e continuará votando matérias importantes para propiciar as mudanças reivindicadas pelo Governo e pela sociedade.
Prudência e cautela
João Paulo ressalvou que qualquer discussão em torno de mudanças na política econômica deve vir acompanhada de dois pressupostos - prudência e cautela, e que os empresários, o Governo e o Congresso continuam trabalhando e mostrando na prática que o país não está parado. O presidente lembrou que, nas duas últimas semanas, a Câmara apreciou 18 medidas provisórias, entre elas a mudança na alíquota da Cide, e, nos próximos dias, deverão chegar à Casa os projetos definindo o papel das agências reguladoras e a regulamentação da área de saneamento básico.
Agenda de prioridades
Acompanhado do presidente do Senado, José Sarney, e do presidente da CNI, deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), João Paulo afirmou que a agenda de projetos prioritários, elaborada pela CNI possui pontos em comum com a agenda do Congresso, e algumas matérias, inclusive, já foram votadas na Câmara, como o projeto das Parcerias Público-Privadas (PPP), e as leis da Biossegurança e de Falências. João Paulo admitiu que ainda há muitos problemas no Brasil que causam descontentamento e preocupação, como o desemprego, a política de juros e outros indicadores que obrigam a economia brasileira a viver um momento de contenção, mas alertou que esse quadro só poderá ser superado se todos estiverem dispostos a acreditar que o país pode dar certo. “Nós somos os atores, os sujeitos desse momento da história e não podemos desconhecer o tamanho da nossa responsabilidade”, concluiu.
Apoio a Palocci
Depois do encontro na CNI, João Paulo foi à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado em companhia do presidente José Sarney para manifestar apoio ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que fazia uma exposição sobre a política econômica aos senadores. "Viemos mostrar ao Brasil que todos nós estamos trabalhando, sustentando e garantindo o ministro e sua política econômica, voltada para o bem do País", afirmou o presidente da Câmara.
Leia mais:
Documento pede votação de projetos paralisados
Reportagem – Rosalva Nunes
Edição - Paulo Cesar Santos
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
Agência Câmara
Tel. (61) 216.1851 ou 216.1852
Fax. (61) 216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br
A Agência utiliza material jornalístico produzido pela Rádio, Jornal e TV Câmara.