Diretor da Global trabalhou para a Boi Gordo
14/10/2003 - 17:23
Acabou há instantes a audiência da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias sobre a concordata das Fazendas Reunidas Boi Gordo. Em resposta ao deputado Luiz Antonio Fleury (PTB-SP), autor do requerimento da audiência, o diretor comercial e de marketing da Global Brasil Participações, Marcos Antônio de Abreu Pereira, admitiu ter trabalhado como corretor para a Boi Gordo.
"Eu acreditava na empresa, trabalhei nela por dez anos, vendi cerca de 10% dos seus títulos. E também fui prejudicado, porque investi minha poupança nesses títulos", explicou Pereira.
CPI
Fleury anunciou que espera concluir até o final de outubro a coleta de assinaturas para a criação de uma CPI destinada a investigar a Boi Gordo. Estão faltando, segundo ele, 32 assinaturas.
A Global desenvolve um projeto para salvar a Boi Gordo, através da troca por ações dos certificados de investimento dos cerca de 30 mil investidores lesados. Essas ações capitalizariam uma nova empresa, destinada a levar adiante os negócios com as terras deixadas pela Boi Gordo.
Também respondendo a Fleury, o consultor Marcelo Thiollier, da Rosemberg Associados, empresa contratada pela Global, criticou a decisão da Comissão de Valores Mobiliários de suspender a propaganda da capitalização. Ele disse que a Global vai recorrer ao colegiado da CVM. "A Global não fez propaganda, apenas um informe publicitário para orientar os investidores lesados com relação aos contratos de investimento coletivo", disse Thiollier.
Reportagem - Mauren Rojahn
Edição - Luiz Claudio Pinheiro
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