Liberar catracas seria alternativa para acabar com greves, diz metroviário
A liberação das catracas do metrô em São Paulo, cidade onde o setor parou por um dia em maio, é uma das polêmicas discutidas na audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Urbano sobre as greves no transporte público. A liberação foi proposta pelos metroviários para que voltassem ao trabalho e não houvesse prejuízo à população, mas, segundo a categoria, não foi aceito pela empresa que administra o metrô.
Internautas que acompanham o debate ao vivo e participam de bate-papo online promovido pela Coordenação de Participação Popular da Câmara também se manifestaram sobre o assunto e questionaram há pouco se a liberação seria uma alternativa à greve.
Favorável à liberação, o representante da Federação Nacional dos Metroviários, Wagner Fajardo Pereira, indagou o Ministério Público (MP) sobre a falta de uma ação que obrigasse a medida como meio de acabar com as greves no setor. “Nós não temos o poder de abrir as catracas, a empresa tem que permitir. É fácil jogar a responsabilidade para os trabalhadores e isentar o setor patronal. Se o MP tivesse entrado com a ação para liberar as catracas, nos teríamos ido trabalhar e garantido o transporte para a população”, assegurou.
Em várias cidades do País, principalmente no Nordeste, já são 37 dias de greve de metroviários e ferroviários. A categoria criticou o fato de o serviço ser transferido para a iniciativa privada, interessada, segundo os trabalhadores, em obter apenas lucro.
O debate ocorre no Plenário 13.