Diretor explica investigações em Alcântara

25/09/2003 - 11:34  

A comissão externa da Base de Alcântara está reunida neste momento ouvindo o diretor do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), Major-brigadeiro Tiago da Silva Ribeiro, e o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos na área de Ciência e Tecnologia do Vale do Paraíba, Francisco Conde.
O Major-brigadeiro Tiago da Silva Ribeiro informou que foram instaurados dois procedimentos de apuração. O primeiro, um inquérito policial militar, para apurar prejuízo ao patrimônio público e perda de vidas, que conta inclusive com a colaboração da Polícia Federal, e o outro promovido por uma comissão de investigação com especialistas de diversas áreas, inclusive seis russos, que estiveram no Brasil por dez dias. Eles apresentaram um relatório e propõem a realização de uma segunda fase de trabalho de investigação. Os especialistas, segundo o major-brigadeiro, já disseram que o programa é adequado, necessitando apenas de melhoria nos sistemas de segurança e monitoramento de procedimentos.

SIMULAÇÕES
O major-brigadeiro informou que já houve algumas conclusões na fase inicial das investigações como a constatação de que a ignição de um dos motores foi provocada por corrente elétrica que não veio da linha de fogo do motor. A causa da corrente elétrica, no entanto, segundo o major-brigadeiro, ainda não foi identificada.
Ele explicou que, por uma questão de segurança, cada motor tem dois pirotécnicos que fazem sua iniciação e desses dois, somente um funcionou. O major-brigadeiro Tiago da Silva explicou que na atual fase das apurações estão sendo realizadas simulações para saber como essa corrente chegou ao ignitor. As simulações realizadas na véspera do acidente, segundo ele, foram muito bem sucedidas e as equipes tinham total segurança do trabalho.

APOIO ÀS FAMÍLIAS
O major-brigadeiro ainda informou que ontem foi assinada uma portaria, que deverá ser publicada amanhã, garantindo as pensões aos familiares das vítimas do acidente. Ele lembrou também que todo suporte relativo ao velórios e enterros foi assegurado às famílias.
Tiago da Silva ressaltou que o programa precisa continuar, pois é importante para o país. “Por isso é preciso que os técnicos que lá trabalham tenham a certeza de que, na ocorrência de qualquer problema, suas famílias estarão amparadas. Caso contrário, buscarão outros empregos, o que conseguirão com facilidade, em função de sua elevada capacitação”.
Neste momento, a comissão ouve o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Vale do Paraíba (SINDCT), Francisco Rimolli Conde.
A audiência ocorre no plenário 11.

Reportagem - Maristela Sant´Ana
Edição – Paulo Cesar Santos

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