CPMI investiga autenticidade de autorização de CC5
22/07/2003 - 18:49
O deputado Moroni Torgan (PFL-CE) revelou há pouco, na CPMI do Banestado, que a cópia do voto da diretoria do Banco Central (Bacen) que autorizava o funcionamento das contas CC5 em agências bancárias de Foz do Iguaçu, apresentado ao TCU pelo ex-presidente do Bacen Gustavo Franco é diferente do documento apresentado à Comissão.
De acordo com Moroni, as assinaturas nos dois documentos têm pequenas diferenças e o endereçamento é diferente. A versão apresentada ao TCU é destinada ao titular da conta ou ao banco depositário, e daquela entregue à CPMI só consta o banco depositário. Além disso, na versão do TCU há carimbos do Bacen e, na da CPMI, não há. Essas, segundo o deputado, são as diferenças marcantes entre os dois documentos.
Moroni Torgan pediu a realização de exame grafotécnico das assinaturas de Gustavo Franco por acreditar que em uma das duas versões ela foi falsificada. O parlamentar quer também quer seja realizada a perícia dos "votos" para averiguar qual é o original. Ele pretende ainda que a perícia verifique se ambos são de 9 de abril de 1996.
EXPLICAÇÕES
De acordo com Gustavo Franco, as diferenças entre as duas versões deve-se ao fato de que a cópia entregue por ele à Comissão era de seu arquivo pessoal e aquela entregue ao TCU era do próprio Banco Central. Ele explicou que o segundo documento foi confeccionado após a reunião da diretoria que aprovou o voto e, por isso, recebeu carimbos e pequenas modificações.
O depoimento de Gustavo Franco à Comissão continua.
Por Márcia Schmidt/DA
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
Agência Câmara
Tel. (61) 318.7423
Fax. (61) 318.2390
e-mail: agencia@camara.gov.br