Agrônomo argentino defende liberação de transgênicos
28/05/2003 - 17:22
A Comissão de Agricultura e Política Rural discute neste momento o intercâmbio de experiências entre Brasil, Argentina, Cuba e Venezuela sobre segurança da agrobiotecnologia.
O representante da Universidade de Buenos Aires, Pablo Adreani; explicou que as experiências com agrobiotecnologia na Argentina passaram a ser regulamentadas a partir de 1990 com a criação da Comissão Nacional de Biotecnologia, encarregada, entre outras atribuições de analisar a produção e comercialização de produtos transgênicos no país. A comissão adorou três procedimentos como pré-requisitos para a produção e a comercialização dos produtos: a verificação do impacto ambiental, dos riscos para a saúde humana e dos prejuízos na balança comercial.
Ele lembra que, no caso da soja, por exemplo, 98% da produção argentina é transgênica e, em 10 anos, o país aumentou de 26 para 56 milhões de toneladas a produção de soja. “A biotecnologia é hoje uma oportunidade para nós e uma ameaça para os nossos competidores”, assinalou Pablo Andreani, defendendo, no entanto, a liberação da comercialização de produtos transgênicos pelo governo brasileiro. O representante argentino afirmou que o Brasil e Argentina poderão abastecer 50% do mercado mundial de soja.
A audiência continua no plenário 5.
Por Mauren Rojahn/PCS
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
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